Por Mariana Montenegro
A peregrina caminhava pelos labirintos do eu, a se perder e a se encontrar. Ela possuía um olhar sensível à perda da alma nas sociedades atuais. Girava sua roda em torno do Self. Numa peregrinação sem fim pelos caminhos e descaminhos da alma no mundo.
A rotação das esferas, as estações, todo o cosmos está num movimento perpétuo, como a peregrina está numa viagem em direção ao mistério que a habita. Assim, a cada novo ciclo, ela põe-se em marcha, buscando entrar em harmonia com o ritmo da natureza e das estrelas.
Buscadora incansável da verdade interior e amante dos mistérios do ser, ela passa por uma experiência numinosa - que une a luz e a sombra - e que muda os rumos da sua jornada. No ano de 2012, numa canoa, num rio na América do Norte, ela vive o renascimento de sua alma.
Na travessia, na companhia de seres de luz, passa por uma boa morte. Vive o encontro com o mundo da Luz e do Amor da sua essência. As águas dividiram-se. Ela abriu-se à presença e reconstruiu seu edifício interior. A alma peregrina é aquela que responde à emergência espiritual dos tempos atuais com fôlego e brada a utopia de transparecer a essência nas trilhas da existência.
Suas ideias-força:
Conectar-me com meu coração de criança e
com a alma do mundo
Cuidar da minha criança interior.
Viver relacionamentos de alma para alma.
Atenção às sincronicidades e às mensagens dos guias.
Rir de mim mesma (o ego se leva muito a
sério).
Fé na ordem das coisas, no poder de
organização do universo.
Não adianta entender com a cabeça; sentir,
experimentar, receber o conhecimento de dentro, da fonte interna. Invenção –
vir a ser a partir de dentro.
Ouvir o outro sem entrar na emoção; entrar em contato com a sua alma, entender o que a alma dele precisa.
Deus é Um, mas não é só. É o Todo.
Cultivar o silêncio e ancorar a presença.

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