quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Conto da Alma Peregrina

     

Por Mariana Montenegro

     A peregrina caminhava pelos labirintos do eu, a se perder e a se encontrar. Ela possuía um olhar sensível à perda da alma nas sociedades atuais. Girava sua roda em torno do Self. Numa peregrinação sem fim pelos caminhos e descaminhos da alma no mundo. 

     A rotação das esferas, as estações, todo o cosmos está num movimento perpétuo, como a peregrina está numa viagem em direção ao mistério que a habita. Assim, a cada novo ciclo, ela põe-se em marcha, buscando entrar em harmonia com o ritmo da natureza e das estrelas. 

     Buscadora incansável da verdade interior e amante dos mistérios do ser, ela passa por uma experiência numinosa - que une a luz e a sombra - e que muda os rumos da sua jornada. No ano de 2012, numa canoa, num rio na América do Norte, ela vive o renascimento de sua alma. 

     Na travessia, na companhia de seres de luz, passa por uma boa morte. Vive o encontro com o mundo da Luz e do Amor da sua essência. As águas dividiram-se. Ela abriu-se à presença e reconstruiu seu edifício interior. A alma peregrina é aquela que responde à emergência espiritual dos tempos atuais com fôlego e brada a utopia de transparecer a essência nas trilhas da existência.



Suas ideias-força: 



 Conectar-me com meu coração de criança e com a alma do mundo

Cuidar da minha criança interior.

 Viver relacionamentos de alma para alma.


  Atenção às sincronicidades e às mensagens dos guias.


 Rir de mim mesma (o ego se leva muito a sério).


 Fé na ordem das coisas, no poder de organização do universo.

 Não adianta entender com a cabeça; sentir, experimentar, receber o conhecimento de dentro, da fonte interna. Invenção – vir a ser a partir de dentro.


Ouvir o outro sem entrar na emoção; entrar em contato com a sua alma, entender o que a alma dele precisa.


Deus é Um, mas não é só. É o Todo. 


Cultivar o silêncio e ancorar a presença.


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