segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Artigo: O Princípio da Vibração

Imagem do livro O Caibalion

Por Mariana Montenegro

O universo é vibração em diferentes graus ou escalas. A vibração do espírito é tão rápida e intensa, que pode parecer estar parada, como uma roda girando muito rápido. É dito no Caibalion -estudo da filosofia hermética do Antigo Egito e da Grécia -, que “quanto mais denso é um material, mais estável ele é, e menor a sua vibração”. E que “nada está parado; tudo se move; tudo vibra”. A vida criada é essencialmente movimento, tudo é mudança na natureza, pensava o filósofo Heráclito.

A física quântica trabalha hoje com a ideia de um campo universal unificado que abarcaria tudo o que existe. Esse campo é o Todo, é a frequência fundamental. Segundo o físico Laércio da Fonseca, a criação se dá através de uma oscilação no campo, que gera uma onda portadora de energia e informação. O Princípio Hermético da Vibração mostra que as diferenças entre as formas de manifestação são o resultado das variações de vibração.

A intenção e a vibração criam as formas. Com a intenção que temos ao emitir um som, produzimos um padrão vibratório. Por isso que, às vezes, o tom, a maneira como falamos, é mais revelador do que as palavras. Quando a intenção e as palavras entram num acordo, quando criam um acorde, e tocam diferentes notas simultaneamente, temos uma harmonia. A palavra ‘per-sona’ tem uma origem que significa “através do qual o som passa”.

As palavras são formas, que podem ser vazias, a depender da intenção e da consciência de quem as pronuncia. A energia segue o pensamento. Por isso que uma oração, uma escritura sagrada ou um canto religioso, terá o poder que lhe é dado pela intenção e pela consciência daquele que canta ou recita. O poder é dado à coisa pela intenção, é atribuído pelo olhar de seu observador. Quem canta seus males espanta, diz o sábio ditado popular, e quem usa o som com a consciência e a intenção, pode criar e modificar as formas.

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