| Colhendo couve de bruxelas-Québec/2012 |
"Viajar ensina
a viver: como fluir, ouvir a intuição, se abrir". Assim escrevi no meu diário de
jardinagem de 2012. Quando, nos meses quentes do Canadá, trabalhei com agricultura
orgânica e biodinâmica. Foi uma viagem com objetivo de aprendizagem e imersão
na cultura ecológica. Relendo o diário, estas são algumas das passagens:
O Sol raiou no
interior do Canadá francês. - Bonjour à tous! Abro a janela. Sinto o clima, as
energias atuantes. Consulto o calendário lunar. Dia de semear? Dia de colher?
Dia de fazer preparos? Dia de quê? Minha intenção, como elemento humano, é a de
favorecer a sinergia global do meio.
- Cogumelos à
vista! Rápida decomposição das folhas. As novas bem verdes. Frutos desenvolvidos.
Bons sinais! Sigo observando. São muitas interações ao redor; entre as plantas,
o solo, os micro-organismos. Entre as energias cósmicas e as energias
terrestres. No jardim que como um organismo produz em si mesmo sua constante
renovação.
Teve o dia de
plantar blueberries e árvores do mapple. Seres esses, com uma função bem clara: embelezar
e adoçar a vida de outros. - C'est merveilleux! Passando por processos de expansão e recolhimento, da germinação à frutificação, da decomposição à fermentação. Na luz e no
escuro, no calor e na umidade.
Assim como
viajar ensina a viver, a jardinagem me ensinou sobre o propósito humano na
terra. No seu ritmo. O humus. Os polinizadores. Sur la route...
Mariana Montenegro
janeiro de 2021
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