sábado, 16 de janeiro de 2021

Os Viajantes do Tempo

 

Os Viajantes do Tempo chegam da morada do sopro e do intento. Leves e velozes, na velocidade da luz. Apesar de saberem do futuro, não se pautam para agir, nem controlam os rumos dos acontecimentos. Deixam-se viver sempre no agora em conexão com a Vida Maior. 

Se vivessem como se vive na 3D, decerto cairiam do alto de suas vibrações. Mas como esses viajantes vêm em paz, emanando amor, trazendo uma brisa suave no bater de suas asas, eles fazem soar belas melodias nos seus instrumentos de bambu. 

Quando viajam pelo mar, formam ondas até a praia. Quando por terra, rolam as pedras ao sopé da montanha. Vindos do plano das causas trazendo o alento, a chance, o guia para a saída da caverna e a vista do que há. 

O conhecimento da prodigiosa liberdade dos terráqueos, de poder escolher, entre a marionete, crente da arbitrariedade mas manipulada por cordéis invisíveis, e a flautinha de bambu, espaço para a passagem do sopro criador e suas belas melodias.

Mariana Montenegro

janeiro de 2021

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