No centro do povoado havia um totem presentificando os reinos que os indivíduos encarnavam:
Mineral, Vegetal, Animal, Humano e Angélico.
Uma imagem do que os constituía que mantinham sempre viva.
Nas praças, populares se reuniam para seu jogo tradicional, o
quebra-cabeças.
Na educação cada qual era investido em seu próprio caminho. Tudo era feito com arte; as pessoas encontravam o que amavam fazer e seguiam suas vocações.
Um guia bem-aventurado do local, perguntado sobre o que acontece quando se atinge a plenitude almejada, respondeu:
- Você se
torna humano.
Conquista essa que povos primitivos, como o Povo da Mercadoria (que viveu por volta da pré-história da Noosfera), não lograram.
Hermann Hesse, o lobo da estepe entre os primitivos, inscreveu a insigne mensagem no pórtico da cidade:
“Em vez de reduzir o teu mundo, de simplificar a tua alma, terás de
recolher cada vez mais mundo, de recolher no futuro o mundo inteiro na tua alma
dolorosamente dilatada”.
Assim se fez o Povo da Inteireza:
à imagem do totem, integrando cada reino, buscando sua centralidade e totalidade.
Mariana Montenegro
maio de 2021

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