Numa manhã amena, serena e de luz suave, encontraram-se o Unicórnio e o Cisne. Apesar de
viverem em mundos diferentes, possuem diferenças próximas de zero em quesitos de
essência. O Unicórnio é um animal que atingiu sua natureza divina, enquanto o Cisne
flui divinal na horizontalidade das águas. Como é capaz de estar no Mundo do
Meio como se fosse o Mundo do Alto, granjeou o raro contato com o
Unicórnio.
O que alegrou o Cisne imensamente pela presença junto ao animal que
realizou o Mito da Inteireza. Com seu chifre espiralado, o Unicórnio realiza a integração dos hemisférios duais; feminino e masculino, Ocidente e
Oriente etc. No seu corpo caloso está a ponte e a aliança de onde emana a Unidade.
Abrindo as asas o Unicórnio soa sua nota tonal ao amigo leal:
-Eu Sou um
todo único, não fragmentado, inteiro. Em mim não há divisões, os opostos
coincidem em harmonia. Eu Sou uma única vida, um único ser. Meu olho é único - olho
integrando. Reúno meus corpos, reúno minhas energias, reúno as partes perdidas
da minha alma. Eu Sou uma unidade de Luz e de Amor. Eu Sou.
O Cisne se deixa semear pelo divino tom e o Unicórnio volta para seu mundo. A ave aquática segue seu curso na horizontalidade das águas entre patos e outros seres. Só que se reconhecendo mais próximo em sua essência do amigo resplandecente alado. Fluindo na direção do amanhecer em que também brilhará sua canção da Divina Unidade.
Mariana Montenegro
fevereiro de 2021


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