(A Diotima de Mantineia)
Todos os dias ela procura seu coração.
E uma estrela murmura desde o espaço: - Viverás no mundo até o dia em que o mundo viverá em ti -. Com esse tellus, constrói sua barca ainda na madrugada, e segue pegadas antigas por terras altaneiras; ela, a mesma pioneira do atual.
Conta-se um tanto de seu ethos: que tem o costume da yoga e a virtude da perseverança. Como investimento da vida, valores eternos; inegociáveis e inadulteráveis para si. Dotada ainda de uma profícua sapiência que recebeu de uma árvore anciã sagrada.
Possuindo verdadeiros e profundos sentimentos, tudo pode sentir, mas nada a pode ferir. Participativa que é nas magias do lado oculto, sujeita que se fez experimentada das fossas (até do Pacífico); sabe extrair um bem de todo o mal, o remédio do veneno mortal.
É Mãe de Deus, o Útero da Vida. Bem-aventurada, faz do cotidiano um milagre.
Ao fim da jornada diária de procura, apercebe-se do encontro com seu coração. E das obras, e de cada ato, por ele operado. Revelando-se o coração seu unido ao coração de todas as coisas...
Quando ela brilhará e rebrilhará, ensejada e esculpida, em Mulher de Ouro.
Mariana
Montenegro
fevereiro de
2021

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