segunda-feira, 12 de abril de 2021

?

 


Teve uma médica que me ajudou a viver a morte da minha mãe.

Ela é bastante conhecida na área de cuidados paliativos. Aqueles dedicados aos doentes graves ou incuráveis. Assisti a seus vídeos a procura de ajuda para atravessar o sofrimento, e de compreensão a respeito do processo da morte.

Recentemente ela compartilhou algo que achei curioso: disse que, ao contrário do que se pensa normalmente, não é a primeira impressão a que fica, mas a última. Segundo ela, é no final da vida que as pessoas expressam a essência do ser humano. Dizendo mais:

“A generosidade com que essas pessoas distribuem sabedoria, conhecimento e gratidão para quem trabalha com Cuidados Paliativos com dedicação é algo que não dá para descrever”.

E me pergunto: Por que deixamos para o fim da vida para distribuir o que temos de melhor? Que diabos de aparências são essas tão importantes que nos impedem?

Mariana Montenegro

abril de 2021

Nenhum comentário:

Postar um comentário