Toda grande
crise traz consigo uma força capaz de operar grandes mudanças. A pandemia de
2020 para o mundo, faz com que a humanidade mude hábitos e repense sua forma de
vida. É notável que a vida normal sobre a terra já há tempos tornou-se irrefletida,
autômata e subutilizada. Como nada acontece por acaso, ou, como com tudo é
capaz de se aprender alguma coisa, estamos nesse exato momento de quarentena experimentando
outra forma de vida num outro tempo.
No dia 4 de
abril de 2020 ocorreu o evento da conjunção de Júpiter com Plutão
no signo de Capricórnio. Nesse momento auspicioso, considerado um céu
astrológico de grande efeito, foi organizada na superfície da Terra uma
meditação coletiva para a erradicação da pandemia. Formou-se então uma enorme
egrégora de meditadores por todo o globo, na intenção de frear e pôr fim a este
mal que assola a humanidade. De repente, estava unida a pessoas as quais eu jamais
imaginei estar assim, na mesma intenção.
O que se viu foi uma grande
parcela da humanidade em comunhão, conectada à Noosfera, acolhendo recém-chegados
impulsos à evolução, na intenção de adentrar um novo patamar dimensional. A linha do tempo da ascensão marca uma
mudança para uma linha de tempo paralela à linha da terceira dimensão, em que transcorreram dominantemente os eventos planetários até então. Esse novo tempo vem com o reconhecimento imperioso da
emergência do ciclo evolutivo que se inaugura. A atualizada frequência emerge das
condições contemporâneas que levam a novos modos de vida e relacionamentos.
Todo esse
cenário me faz reviver uma antiga lembrança
poética: O tempo das coisas. Tempos de
eternidade, que se conhecem na simultaneidade e na consonância da existência. Semelhante à
arte do “Wu wei”, que é a arte de captar a dança das coisas e, com elas, pôr-se
a dançar. Antigo paraíso perdido. Atual ideal de vida possível numa outra frequência;
nova linha do tempo. Humanidade ascensionada: aquilo que tem o condão de tecer com a própria sinergia da vida.
Mariana Montenegro

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