O sofrimento de alguém.
Uma dor que não sei de onde.
Até que o meu corpo eminente indica;
somatiza, sente.
E, percebendo, o rosto da dor começa a se formar.
A força atuando num jogo com outras tão primais quanto.
Então, levando-as todas para o coração,
fazemos uma atenta conferência.
Lá (no coração) não há crença alguma para se escorar,
além da aceitação e do amor (sabedoria),
para lidar com elas, de início tão cegas e brutas.
As forças, vindas do Fundo incomensurável e indefinível,
com a conversa, vão abrandando e ganhando forma.
Já as vejo mais claramente, e elas, a mim.
Primeiro, trocamos farpas, depois, figurinhas.
Fazemos um acorde musical,
e, finalmente, dançamos,
na glória do Amor conciliador.
Mariana Montenegro
fevereiro de 2022
Nenhum comentário:
Postar um comentário