sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

A lida com as forças



O sofrimento de alguém. 

Uma dor que não sei de onde.

Até que o meu corpo eminente indica;

somatiza, sente.

E, percebendo, o rosto da dor começa a se formar.

A força atuando num jogo com outras tão primais quanto. 


Então, levando-as todas para o coração, 

fazemos uma atenta conferência.

Lá (no coração) não há crença alguma para se escorar, 

além da aceitação e do amor (sabedoria),

para lidar com elas, de início tão cegas e brutas.


As forças, vindas do Fundo incomensurável e indefinível,

com a conversa, vão abrandando e ganhando forma.

Já as vejo mais claramente, e elas, a mim.

Primeiro, trocamos farpas, depois, figurinhas.

Fazemos um acorde musical, 

e, finalmente, dançamos, 

na glória do Amor conciliador.


Mariana Montenegro

fevereiro de 2022

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