Se eu fosse Deus
meu barato seria a evolução.
Ver formas brutas
moldarem um vaso delicado.
Um organismo unicelular
até tornar um ser humano.
Se eu fosse Deus
me alegraria a vida
da escuridão à luz,
da raiz ao fruto
- amando o processo.
Se eu fosse Deus
eu brincaria de esconde-esconde
com os adultos,
rindo muito deles
me procurando além,
ou me tendo por inexistente.
Eu certamente trocaria confidências
com os artistas;
temos muito em comum.
Do branco ao arco-íris
eu me pintaria todo.
E voltaria num trovão
só para dar novo impulso.
Se eu seu fosse Deus.
Sendo um bardo.
Mariana Montenegro
agosto de 2021

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