Gosto muito da palavra sagrado, porque ela remete àquilo que a gente tem respeito e devota o máximo valor.
Tudo ao meu alcance, mesmo as menores coisas, podem ser dotadas
desse caráter, revestidas com uma aura, quando tenho uma relação de tato delicado com elas.
A mesa que aqui está diante de mim, eu devo ter uma beneficência com ela, esse celular em que eu
aperto esse botão, a maneira que eu falo com você, que eu tenha uma suavidade com tudo.
Pois é a maneira como eu me relaciono com as coisas que pode torná-las sagradas.
Pois é a maneira como eu me relaciono com as coisas que pode torná-las sagradas.
Busco a transcendência para adquirir a Força, o Amor e a Sabedoria capazes de dotar meu tato de uma energética tal que eu adquira deferência para com a existência.
Para isso me conecto, preciso sair do ego pequeno da minha pessoa, a ponto de esvaziamento e abertura, para que a Luz entre.
O "eu", por ele mesmo, é um circuito fechado. Abro-me ao "não-eu", a algo maior, a um estado de percepção não focado no ego, em si mesmo, mas no outro, até aquele/aquilo Totalmente Outro.
Olhando de dentro do olhar que descansa, auto-transcendente e auto-distanciado, tudo é delicado e valioso feito pedra preciosa.

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