Aos sozinhos (a cada dois que vive a sua união)
Para gostar da solidão
é preciso ter vida interior
bastante rica e habitada.
É preciso ter autonomia,
algum tipo de tônus
que compense a própria fragilidade.
Também entender que nada é por acaso;
não ser vítima
dos desencontros da vida.
Solidão é oportunidade de união;
da androginia
à hierogamia.
Do ente duplo
que anseia pela eternidade
a união sagrada.
Nessa solitude,
não há separação,
o que reste.
Quando não há nada
e nem ninguém fora,
em todo estado se é feliz agora.
Mariana Montenegro
março de 2022
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