A arena do bicho homem.
O caos ao encontro dos canais.
A arte organizadora da sociedade.
Intensidades musculares.
Nervos à prova.
Oxigenação.
É brincadeira a sério.
Corpo animado.
Flow.
Mariana Montenegro
outubro de 2021
A arena do bicho homem.
O caos ao encontro dos canais.
A arte organizadora da sociedade.
Intensidades musculares.
Nervos à prova.
Oxigenação.
É brincadeira a sério.
Corpo animado.
Flow.
Mariana Montenegro
outubro de 2021
A alma presa, por milênios isolada, no cativeiro da Terra.
Igrejas, grupos sectários e clãs.
Fronteiras cercadas e armadas contra qualquer contato.
Demonizado o outro, reduzido o eu.
Violada a liberdade sagrada por amor ao poder.
Acorrentados os inocentes.
O brado às supremacias.
A defesa das crenças limitantes.
A manipulação.
Os sentidos roubados.
Numa Terra isolada do universo.
Desencantadas as almas.
Crucificado.
Queimadas nas fogueiras.
Postos à margem.
Até o limite.
A retirada.
A reviravolta.
Desperta a consciência.
Devolvida a liberdade.
O verso ao uno.
Pluriverso.
Então partícipes.
Reintegrados.
À porta do cosmos.
O caminho sideral.
A metamorfose, as asas.
A nave terra, nave corpo.
Voando no espaço ilimitado.
Reingressa.
O amor universal.
A luz caminha na terra.
A Terra reencontra o Céu.
Mariana Montenegro
outubro de 2021
Das alturas do arrebatamento
é tudo poesia
vibrando em cenários e trovas.
Servido da graça
não desperdiça.
Retém apenas o bem.
Sujeito livre no eixo.
Um rosto limpo - só o sorriso salta.
Diferença lograda; indivizível mutante.
Sonhando com os pés no chão
aprende a dança.
Aberto o cofre de sândalos da inspiração.
Nas veias, da água ao vinho,
a sua alegria de viver,
assim na terra como no céu.
Mariana Montenegro
outubro de 2021
“Assim
era no princípio, metáfora pura suspensa no ar”
Luiz Tatit
Um raio de pensamento me atinge.
Do tipo bom que acende uma ideia.
Quero dar direção.
Miríades de referências na memória.
Busco me aproximar do objeto.
Gostaria de paramentar com bocados de vanguardismo
primitivo.
Percorro minifúndios culturais atrás.
Roubo do tempo para a eternidade.
Procuro sujeitos entre os escombros das coisas.
Tecidos mortos de crenças
não fazem uma luz que caminha.
Muito menos que voa.
O pensamento inaugura visões e se vai.
Tem um caminho autônomo.
Eu dou passagem.
Mariana Montenegro
outubro de 2021
| Jacline Lussier |
"Viver não é esperar a tempestade passar...É aprender como dançar na chuva".(autor desconhecido)
-A alma é coisa singular, dizia o Spinoza.
Cada alma é diferente da outra.
Porque o ser é um só.
Tá no ar.
Todo mundo respira o mesmo ar.
Esse ar une todo mundo.
Esse ar é pura consciência.
A prova é que se você perde o ar, você perde a consciência.
Esse ar traz nele também uma energia criadora desde o início dos tempos.
Essa energia criadora une todas as formas visíveis do universo.
Essa energia criadora, segundo Einstein, é o amor.
Que chamam de Deus. Põem Deus lá longe, desconhecido.
Enquanto Deus está na respiração.
Você respira você sente amor.
Mesmo o amor por ninguém, o amor em si -.
Camila Amado
atriz e professora de teatro,
em entrevista à Rede Rio TV
A Camila Amado
O enigma da máscara,
um semblante desconhecido.
Como vê-lo se agarrado o rótulo?
Como movê-lo se o signo é fixo?
O ente dramaticamente plano.
Sem facetas nem afeição pelo instante.
Mas, ousada, outra,
a alma é redondinha como os melhores personagens.
Compõe formas singulares
com o desconhecido mais fascinante.
Como caminham sem 1 perfil,
as abundantes feições da vida.
Mariana Montenegro
outubro de 2021